Há muito tempo, os responsáveis por proteger computadores de malware têm
sido os antivírus. No entanto, apesar de eficientes, são softwares que
rodam em cima do sistema operacional e, portanto, ainda estão
suscetíveis a vulnerabilidades e podem ficar totalmente inoperantes caso
ocorra algum problema no sistema operacional.
Pensando nisso, a Intel adquiriu McAfee. Juntas, elas desenvolveram a tecnologia DeepSAFE,
que usa o poder do processador para criar uma camada extra de proteção
baseada no hardware, antes mesmo do carregamento do sistema, que garante
proteção em tempo real mesmo contra ameaças invisíveis ao sistema
operacional.
José Antunes, gerente de engenharia de sistemas da McAfee, destaca que a
novidade não veio para substituir os antivírus tradicionais, mas sim
para servir de complemento. Um malware do tipo stealth, por
exemplo (como os rootkits, que conseguem se esconder do sistema
operacional), costumam ser detectados só quando o estrago já está feito.
O DeepSAFE é capaz de detectar esse comportamento antes mesmo de
qualquer ação do malware.
Isso porque a tecnologia Intel VT-x dos processadores Core i3, i5 e i7
garante que o DeepSAFE será carregado na memória como um driver antes
de qualquer outro driver no boot. Assim, ele aciona uma espécie de
identificador no carregamento dos demais drivers. Se nesse momento um
rootkit atuar, vai gerar um alerta no DeepSAFE, que vai impedir uma
infecção.
A primeira solução da McAfee ligada a essa tecnologia é o Deep Defender,
mas “essa é apenas a ponta do iceberg”, conforme Antunes. “Outras
soluções vão ser desenvolvidas a partir desse ponto de vista”, acredita o
especialista.
O Deep Defender é integrado ao McAfee ePolicy Orchestrator
4.5 e 4.6, é compatível com os processadores Intel Core i3, i5 e i7 e é
exclusivo para PCs, excluindo os servidores, baseados em Windows 7 de
32 e 64 bits.
Manutenção remota
Outra funcionalidade que é fruto da parceria entre a Intel e a McAfee é o Deep Command,
que usa o V-Pro dos Core i3, i5 e i7. Basta ativá-lo na CPU através do
Intel AMT, recurso que permite a departamentos de TI ou prestadores de
serviços administrarem e repararem PCs e workstations e servidores
básicos, para conseguir enviar comandos remotamente.
É
possível, por exemplo, atualizar sistemas e fazer varreduras antivírus
remotamente. Outra possibilidade é realizar um boot remoto com uma ISO
especial, que permite que mesmo uma máquina sem condições de entrar no
sistema operacional volte a funcionar.
Quando um usuário tem problemas, ele pode enviar um comando de
solicitação de ajuda via Internet. O McAfee ePolicy Orchestrator recebe,
encaminha para o sistema de ajuda e, através do V-Pro dos processadores
Intel, o assistente pode fazer um boot seguro, ver a tela da máquina e
realizar a manutenção necessária.
Mesmo com a máquina desligada, é
possível acessar o processador e, por exemplo, ativar a rede wireless
para que seja possível acessar a máquina. O software da McAfee ainda se
conecta via AMT para ligar PCs desligados e executar comandos, como, por
exemplo, fazer varreduras preventivas.
Todas essas tecnologias são exclusivas de processadores Intel e, por enquanto, não são compatíveis com máquinas Apple.



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